04 Jul 2017 | DESTAQUES | JM

“Ando eu aqui doida a ver se um dia destes não aparece no jornal que morreu alguém em Fonte Boa da Brincosa”

Na Travessa da Tapadoira, Fonte Boa da Brincosa, há uma casa a ameaçar ruir. Ameaça ruir há pelo menos 3 anos. Alertados ontem por uma leitora que se expressava assim, “ando eu aqui doida a ver se um dia destes não aparece no jornal que morreu alguém em Fonte Boa da Brincosa “, passámos hoje pelo local, exactamente quando a Protecção Civil de Mafra, com o auxilio da GNR, se preparava, finalmente, para isolar a travessa.

A informação que nos chegou revela que a Protecção Civil de Mafra já se terá deslocado ao local “dezenas de vezes (gastar gasóleo, ou seja dinheiro dos contribuintes) tirar umas belas fotos […] Já lá vão anos a tentar que seja feita alguma coisa, esta semana começaram a chover pedras do prédio! Fantástico acontecimento, estão a espera do que? Que morra alguém?”

Talvez porque a casa chegou a um ponto em que já poderia ter causado vítimas ou estragos materiais, talvez porque estamos em período pré-eleitoral, as autoridades locais actuaram hoje, finalmente. Já lá estiveram ontem (Presidente da Junta, GNR, bombeiros e Protecção Civil de Mafra ) mas não agiram, deixaram essa iniciativa para 24 horas depois.

Relativamente a esta situação, já terão sido apresentadas duas queixas na Protecção Civil de Mafra, há mais de um ano. A pergunta que se impõe é simples, tivesse ruído o edifício, tivesse havido vítimas, quem assumiria responsabilidades do lado das autoridades civis? Ninguém. Portugal continua a ser um país onde a culpa continua a morrer solteira, desde que use gravata.

 

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