10 MAI 2017|DESTAQUES | JM


Em comunicado, o grupo parlamentar do CDS-PP informa ter questionado o Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos, “sobre um alegado abate de sobreiros na Tapada Nacional de Mafra, por ordem direta da presidente da direção, mas sem autorização prévia do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas.”

Os deputados daquela força politica pretendem saber se já foi ordenado algum inquérito destinado a apurar o que efectivamente terá ocorrido, pretendendo também saber se, caso se confirme o abate de sobreiros na Tapada Nacional de Mafra, que consequências irá o ministério retirar desta situação.

Segundo jornal “Público”, citado neste comunicado, o corte dos sobreiros terá ocorrido devido à “necessidade de proceder à abertura, ao alargamento e à limpeza de caminhos no interior da Tapada”, para “prevenção de fogos florestais”. No entanto, com base na lei, os abates só poderiam ter ocorrido após autorização do ICNF ( Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas). Ainda segundo aquele periódico, “a Diretora da TNM negou o abate dos cinco sobreiros, afirmando que apenas tinha sido derrubado um tronco velho e seco e cortadas pernadas de ambos os lados do caminho, no âmbito de uma intervenção necessária para prevenção de fogos florestais.”

Este comunicado do GP do CDS-PP conclui, citando o “Público”, que a directora “deu ordens aos sapadores florestais para cortar os sobreiros, guardar a lenha e esconder as raízes”, situação que, a ser verdade, nos parece de enorme gravidade, sobretudo vinda de uma responsável de uma instituição que tem nos seus estatutos, entre outros, os objetivos de “preservação da fauna e da flora, a educação ambiental” bem como “a divulgação das regras cívicas básicas relativas (…) e à preservação do ambiente”.”

Pub

Achou este artigo interessante, partilhe-o com os seus amigos!

VISITE TAMBÉM A PRIMEIRA PÁGINA DO JORNAL DE MAFRA

Partilhe com os seus amigos!