Muito viva a reunião de hoje do executivo municipal de Mafra. A propósito de uma questão colocada por Sérgio Santos (PS), relacionada com a distribuição de turmas de “um colégio da Venda  Pinheiro” , o presidente Hélder Silva afirmou que o Secretário de Estado é que tem de resolver a situação pois “fez mal as contas” e que este terá, de resto, assumido o compromisso de abrir as 4 turmas que são necessárias para acomodar os alunos, pois não há actualmente capacidade na rede, referindo ainda que o Colégio de Santo André tem coagido pais e Câmara Municipal de Mafra.

A reboque da questão da reabilitação dos carrilhões, alvo de múltiplos remoques entre presidente e oposição, surgiu também a questão da instalação do Museu da Música, tendo o presidente reafirmado a convicção de que ele será instalado em Mafra, até por ser essa, em sua opinião, a intenção do Ministério. Afirmou ainda a sua posição de oposição ao modo como o projecto estará a ser desenhado, referindo que as salas disponibilizadas serão suficientes e assumindo a vontade de comparticipar com 1 milhão de euros – a situação de aperto financeiro da CMM, estará assim, ao que parece, definitivamente resolvida.

Hélder Silva: “o Colégio de Santo André tem coagido pais e Câmara Municipal de Mafra”

A este propósito surge uma outra polémica, quando Hélder Silva, claramente ao ataque, acusa os vereadores da oposição de “conspirarem” para que o museu da música não venha para Mafra, tendo vindo aqui à baila o nome do vereador Elísio Summavielle, que até há pouco tempo desempenhou funções na DGPS, hoje ausente da reunião. A vereadora Antonieta Mendes (PS) pergunta então, quem são os vereadores que não querem ver o museu em Mafra, respondendo o presidente da CMM,  “a quem servir a carapuça, que a enfie”, ressalvando o vereador Rogério Costa (CDU) que se mostrou, de resto, fã do acordeão enquanto instrumento e da instalação do museu em Mafra, restava pois a vereação do PS.

Finalmente, a intervenção do público esteve hoje a cargo de José Felício, que vem pela 2ª vez a uma reunião pública, reclamar relativamente a obras não autorizadas, realizadas num prédio na Av. 1º de Maio em Mafra. Pela exposição deste munícipe e pelas explicações claramente insuficientes do presidente e do vice-presidente, ficou a ideia de que os serviços camarários funcionarão, nesta matéria, um pouco por impulso, a merecer pois alguma afinação.

Publicado em 24 de Junho de 2016

 

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