03 MAR 2017 | Politica Local | JM

Ao Agrupamento de Associações Humanitárias de Bombeiros do Concelho de Mafra, constituído pelas Associações Humanitárias de Mafra, da Ericeira e da Malveira, vai ser atribuído um subsídio financeiro no valor de 30.000,00€ (trinta mil Euros).

A verba será distribuída em parcelas iguais pelas três Associações (10.000,00 € para cada), destinando-se à “aquisição de equipamentos que julguem necessários à prossecução da sua missão.”

Este apoio para aquisição de “(…) equipamentos, permitirá um aumento substancial na melhoria do auxílio prestado às populações, aumentando o seu grau de satisfação, segurança e garantia de um desenvolvimento destas mesmas Associações Humanitárias”.

Os bombeiros (cada vez menos voluntários, como todos sabemos) desempenham um papel social da maior relevância. As funções que desempenham nas situações de incêndio florestal ou urbano, no apoio a sinistrados, no transporte de doentes, no socorro a cidadãos vítimas de doença súbita, na acção coordenada com outras entidades ao nível da protecção civil em situações de catástrofe natural, entre outras, demonstram cabalmente que estamos perante instituições que deveriam ser públicas de raíz, tal é a sua importância ao nível da segurança e da coesão das nossas sociedades.

Ver instituições com esta relevância sujeitarem-se a andar de mão estendida, em jantares, em quermesses, em desfiles ou a fazerem fretes a troco dos euros que não deviam ser obrigadas a mendigar, ou vê-las a ser geridas em função de agendas privadas (o fogo tornou-se em Portugal numa indústria muito rentável) ou de agendas politicas, é algo que não deveria acontecer.

Por outro lado, uma vez que se trata de instituições que recebem fundos públicos, em nome da transparência – e também para evitar situações financeiras catastróficas como aquelas que ocorreram há um par de anos aqui pelo concelho, com grande prejuizo para os homens e mulheres que se dedicam a esta profissão – deviam tornar públicas as suas contas. Provariam assim a necessidade de fundos, pela sua boa gestão, justificariam a atribuição destes fundos, e contribuiriam ainda para uma  transparência financeira que só as enalteceria ainda mais.

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