7 ABR 2017|POLÍTICA LOCAL | JM

Este processo parece estar paralisado, embora os valores envolvidos –  2,3 milhões de euros – sejam relativamente baixos, sobretudo se tivermos em consideração que foram os diferentes poderes, locais, e nacionais que, por incúria, por desleixo ou por puro desinteresse, deixaram chegar o monumento ao estado em que ele está.

A esta paralisia não serão indiferentes os problemas financeiros pelos quais o país tem vindo a passar, nem o facto de ter havido, ao que parece, por parte de uma das empresas concorrentes, uma contestação ao concurso realizado, aguardando-se neste momento a libertação de verbas por parte do ministério das finanças.

Na base das declarações produzidas ontem, na reunião da assembleia Municipal, por Hélder Silva, Presidente da Câmara Municipal de Mafra (CMM), dando a entender que poderia vir a ser necessário, por razões de segurança, isolar a zona adjacente às torres onde se encontram instalados os carrilhões, poderão ter estado razões destinadas a dramatizar politicamente esta situação.

A ultima intervenção no monumento, a cargo da DGPC foi a seguinte:

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Foi por iniciativa deste presidente que se iniciaram os processos de requalificação dos carrilhões, de candidatura do monumento à UNESCO e de instalação do Museu da Música, processos desencadeados com prazos à vista das eleições de Outubro. No entanto, nem com correlegionários seus em postos chave no governo – entre 2013, ano das anteriores autárquicas, e 2015 – Hélder Silva teve do seu lado a força suficiente para levar este processo a bom porto.

A 30 de Outubro de 2014, podia ler-se num artigo do “Público” – “Recuperação dos carrilhões de Mafra avança em 2015″

Seja como for, ao estado de degradação a que se deixou chegar os carrilhões, importa que os poderes públicos – e os nossos impostos não têm cor partidária – sintam a obrigação estrita de pugnar pelo que é de todos, a obrigação de recuperar uma estrutura patrimonial única, uma estrutura que, pela sua importância, não é do PSD nem do PS, não é sequer de Mafra, é de todos os portugueses. À apatia dos sucessivos governos locais do PSD, não pode agora responder o governo nacional do PS, com a dilação dos prazos de início da obra.

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