Loures | A ADAL relembra o Paul das Caniceiras no Dia Mundial das Zonas Húmidas

Assinala-se hoje, 2 de Fevereiro, o Dia Mundial das Zonas Húmidas.

Este dia evoca a Convenção de Ramsar relativa à conservação e ao uso sustentável das zonas húmidas, que decorreu em 1971.

Segundo a Convenção de Ramsar, entende-se por zonas húmidas, as áreas de sapal, paul, turfeira, ou água, sejam naturais ou artificiais, permanentes ou temporários, com água que está estagnada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo águas marinhas cuja profundidade na maré baixa não exceda seis metros.

A Convenção de Ramsar congrega 169 países e são mais de 2000 as zonas húmidas catalogadas como Sítios Ramsar por todo o mundo. Portugal tem, até ao momento, 31 Sítios Ramsar sendo 18 no território continental e 13 no Arquipélago dos Açores.

Este ano, o tema escolhido pela Convenção de Ramsar foi “Zonas Húmidas Urbanas tornam as cidades mais habitáveis”, com o objectivo de “aumentar a consciência sobre o papel e o contributo das zonas húmidas para tornarem o ambiente das cidades sustentável, e envolver decisores políticos, urbanistas e cidadãos na conservação destas importantes áreas”.

 

Neste quadro, a Associação de Defesa do Ambiente de Loures (ADAL) aproveitou o dia de hoje para “reforçar a sua preocupação relativa aos territórios com estas características no Concelho e a necessidade de serem recuperados nas múltiplas valorizações compatíveis com as características dos respectivos ecossistemas”.

No Concelho de Loures existem 3 importantes zonas húmidas: a zona dos Salgados em Santa Iria de Azóia, a área de sapal na frente ribeirinha do Tejo e os pauis na várzea de Loures. Para a ADAL “qualquer uma delas justificaria uma atenção especial devido aos perigos que as afectam e ameaçam”, mas este ano, o “Paul das Caniceiras(1)  é CA(U)SA da ADAL”.

(1) O Paul das Caniceiras – localizado na Várzea de Loures, na freguesia de Santo Antão do Tojal – está classificado enquanto zona húmida. O seu ecossistema é rico, porém sensível, vulnerável e extremamente ameaçado. Zona de terrenos alagadiços com cerca de 14 hectares, é um importante refúgio – de nidificação e alimentação – para diversas espécies de aves aquáticas (inventariadas na Diretiva Aves), algumas em perigo de extinção, como para outra fauna, com destaque para a presença da “Boga-de-Lisboa” (Chondrostoma olisiponensis), espécie descoberta já neste século e descrita em 2007

 

[Imagem: ADAL]

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