A Voz do Leitor | O que é que aconteceu mesmo, à Orquestra de Jovens da Junta de freguesia de Santo Isidoro?

Eu, Fernando Alberto Alves Fernandes, nascido e criado nesta Freguesia, venho por este meio expor o descontentamento que sinto devido à forma como a Junta de Freguesia de Santo Isidoro (JFSI) tem vindo a tratar o assunto da Orquestra Sinfónica de Jovens da Junta de Freguesia de Santo Isidoro (OSJJFSI).

Depois de ter instado a JFSI e a OSJJFSI a virem esclarecer a situação da orquestra. Depois de ter dado um prazo para isso e não ter obtido qualquer resposta, decidi escrever esta Carta Aberta

[…] Santo Isidoro [é] uma Freguesia pequena e sem forças económicas ou financeiras que pudessem patrocinar uma orquestra sinfónica […] Santo Isidoro é a única Freguesia do país com uma orquestra desta envergadura […] mas graças ao empenho de todos, JFSI, CMM, maestros, professores, músicos e seus familiares, população em geral, a OSJJFSI não foi fogo de artifício, tem resistido à passagem do tempo, consolidou-se e está em velocidade de cruzeiro.

Eis se não quando somos surpreendidos com acontecimentos […] que nos alertaram para grandes mexidas na OSJJFSI […] os maestros fundadores João Massano e Nuno Canoa foram dispensados do projecto e que o foram de um modo brusco, quiçá descortês.

Consta ainda que, embora o nome da orquestra não tenha mudado, deixou de estar sob a alçada directa da JFSI e se constituiu como um projecto autónomo.

O silêncio oficial, quer da OSJJFSI, quer da JFSI sobre este assunto é quase absoluto.

Fala-se de “depois de tudo o que se passou” mas nós, cidadãos da Freguesia em nada fomos esclarecidos sobre o que foi que se terá passado. 

É notória a mágoa dos dois maestros dispensados, segundo eles, com um simples: “Acabou, não precisamos mais de vocês e não temos mais nada a dizer”.

É verdade que a OSJJFSI deixou de estar sob a alçada directa da JFSI?

  • Como é que a JFSI se desfaz de um património material e imaterial, assim, sem mais?
  • A Assembleia de Freguesia teve conhecimento disto e aprovou?
  • Quem faz parte da nova direcção e qual é o estatuto actual da orquestra?
  • Tem a OSJJFSI Estatutos homologados?
  • Quem sustenta financeira, logística e tecnicamente a OSJJJFSI?

Perante aquilo que, ao que parece, foi um despedimento brusco dos maestros fundadores, pergunta-se:

  • Quais foram os motivos de tal despedimento? Foram do foro disciplinar, técnico, artístico, financeiro?
  • O que poderá ter justificado aquilo que me parece ter sido a “saída pela porta pequena” de dois diligentíssimos e competentíssimos maestros?
  • Não está a JFI, como organismo do Estado, obrigada a pautar a sua actuação pelo Direito, pela boa fé, pela transparência e pela cortesia?
  • Que motivos poderão estar por detrás desta, pelo menos aparente, monumental ingratidão para quem tanto deu a este projecto?

Os cidadãos da Freguesia têm o direito de receber uma satisfação da JFSI acerca desta matéria. O silêncio sobre este assunto é inaceitável […] o silêncio, não resultou e ainda piorou a situação, uma vez que deu azo a especulações, a mexericos e (grave, muito grave) suspeitas de eventuais irregularidades que a voz do povo faz recair sobre os maestros, algo que, a não ter fundamento, é uma infâmia que se está a fazer a estas duas pessoas.

São estas as questões que gostaria de ver esclarecidas com um pronunciamento expresso e público das entidades em causa.

Santo Isidoro
26 de Janeiro de 2018

Fernando Alberto Alves Fernandes

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