OPINIÃO POLÍTICA | Pedro Ramos – Mobilidade reduzida e cara

MOBILIDADE REDUZIDA E CARA

 

Nestes últimos anos Mafra teve um crescimento considerável de população, oriunda na maior parte da região de Lisboa, onde continuam a exercer a sua actividade profissional. Este é um concelho que do meu ponto de vista apresenta várias debilidades ao nível da mobilidade.

Ora bem, esta parte significativa da nossa população para ir para os seus empregos desloca-se maioritariamente no único meio de transporte viável para isso, o rodoviário, meio este que é monopólio de uma empresa, a qual pratica os preços que quer, visto não ter concorrência.

Dando 2 exemplos concretos:

*uma pessoa para ir da Ericeira para Lisboa tem que pagar 179,55€ pelo passe mensal.

*indo da Malveira para Lisboa paga um passe mensal de 128,65€.

Estes valores têm vindo ano após ano a sofrer uma escalada insuportável para os bolsos dos que vivem do seu trabalho, preços esses elevadíssimos e cada vez mais difíceis de suportar pelas pessoas nomeadamente para os Mafrenses.

Uma das medidas que importa implementar urgentemente e para o qual o poder local pode influenciar e contribuir junto da Área Metropolitana, é a criação das condições para se instalar um passe social para o nosso concelho.

Outro problema com que somos confrontados na Região é o transporte ferroviário, que tem de passar obrigatoriamente pela urgente requalificação da Linha do Oeste, algo que de forma inexplicável tem vindo sempre a ser adiada, governo após governo.

A Linha do Oeste é uma infra-estrutura que, depois de requalificada, dará à população do nosso concelho uma alternativa de transporte viável e fiável para o seu dia a dia.

Uso fiabilidade pois o transporte rodoviário actualmente não o é, como exemplos, os horários que raramente são cumpridos, a supressão de carreiras sem qualquer aviso prévio, situações que como é óbvio, prejudica gravemente os utilizadores que têm horários para cumprir nos seus empregos. Estas situações não se podem manter e terão que se encontrar soluções no imediato.

Passando à mobilidade dentro do nosso concelho, essa então é quase inexistente, devendo-se criar uma rede de transportes urbanos que abranja a esmagadora maioria da população, sendo em particular a população sénior a mais prejudicada, que tem que se deslocar aos centros de saúde e outros serviços necessários. Uma rede de transportes urbanos também ajudaria a combater o abandono e isolamento a que está sujeita esta camada da população, visto o nosso concelho ser bastante vasto e na sua maioria rural.

Mais uma vez, o papel da Autarquia é fundamental para dar corpo a esta necessidade das populações, sendo este um debate que gostaríamos de ver desenvolvido no decorrer deste mandato.

 

Pedro Ramos
Bloco de Esquerda

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