“Nascidos e criados” e migrantes no concelho de Mafra

O Instituto Nacional de Estatística (INE) elaborou um estudo sobre a Naturalidade versus Residência em Portugal, com base nos Censos 2011, realizados pelo INE com a colaboração das autarquias locais (municípios e juntas de freguesia).

Este estudo, no âmbito das estatísticas migratórias, analisou “a pessoa cuja naturalidade é uma unidade territorial diferente da sua residência atual ou seja, o migrante absoluto de acordo com a definição das Nações Unidas.”

A nível nacional, no topo da lista e no que diz respeito à proporção de não naturais, encontra-se, sem surpresa, a Região de Lisboa, com 60,4% de residentes com naturalidade externa.

“Dos 18 municípios que fazem parte desta região, 11 pertencem à classe “Muito alta”, 6 à classe “Alta” e um à classe “Média””

Proporção de não naturais do município na população residente – Lisboa

 

No concelho de Mafra, 51,8% dos residentes são não naturais, isto é, não são “Nascidos e Criados”.

O Município de Mafra ocupa o 4º lugar dos “cinco municípios da região de Lisboa que perderam menos população natural”. Sesimbra (17,9%), Palmela (20,4%), Seixal (21,4%), Mafra (21,6%) e Sintra (22,2%).

Ora aqui está um dado a tomar em conta por todos aqueles que por aqui se dedicam à nobre arte de governar, ou por aqueles que a isso aspiram.

 

Notas:
No que diz respeito à análise regional destas referidas variáveis demográficas, foi utilizada a Nomenclatura de Unidades Territoriais para Fins Estatísticos (NUTS). Esta nomenclatura, em conformidade com a sua estrutura hierárquica, divide o território nacional em NUTS I (3 unidades), correspondentes ao território do continente e de cada uma das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira; NUTS II (7 unidades), por sua vez subdivididas em NUTS III (30 unidades) e respetivamente por municípios (308).

 

 

 

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